Atlas, o novo som do Plini

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Plini é um dos artistas solo mais interessantes que conheci nos últimos tempos. As músicas dele são únicas em muitos aspectos. Sabe aquele artista que você é capaz de reconhecer a milhas de distância (tipo o vocalista do BeeGees)? Assim são as músicas do Plini, tamanha a personalidade do cara, e sem contar com vozes marcantes, mas apenas com ideias instrumentais espetaculares.

Da última vez, fiz uma review do EP Sweet Nothings, um trampo que gostei demais. Dessa vez, vou falar do novo single, Atlas.
Saca só:

A primeira coisa a se notar sobre Atlas é que ele tem mais notas do que o habitual. Mesmo trabalhando com mais virtuosismo e peso, o Plini não “camuflou” de forma alguma sua forma de compor. É fantástica a habilidade do cara em compor algo fora da linha que vinha mantendo e ainda assim soar como ele mesmo. Os solos tão de derreter a cara e as harmonias, como de costume, sempre te surpreendem aqui e ali. Mais legal ainda é quando você vê que o xarope compôs e gravou tudo sozinho. Só isso já diz muito mesmo sobre o nível artístico do cara. Impressionante pra caramba.

Outro ponto legal de comentar é o artwork feito pela Dead Crown Design. Ele expressa bem o clima da música, com todo o brilho e as várias nuances, da mesma forma que aconteceu no EP Sweet Nothings, com uma arte também “experimental”, porém, mais reflexiva. O uso das texturas foi muito bem aplicado na capa de Atlas. É um visual “limpo sem ser limpo”, exatamente como a música é.

Estou gostando demais de conhecer essa nova safra de artistas, como Plini, Sithu Aye e Jakub Zytecki (só pra citar alguns). Acredito que esses malandros ainda vão moldar o futuro do prog do instrumental, e são trampos como Atlas que confirmam isso.

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