O dia que o Textures explodiu minha cabeça (com um piano)

textures_messengers

Tem um tempinho aí que eu postei a resenha do novo disco do Textures, o fantástico Phenotype, que é porradaria do início ao fim. Mesmo sendo agressivo pra caramba, o álbum tem aquela carga artística que toca na alma, com harmonias e melodias feitas no capricho.

Tava eu passeando pela internet, quando me deparei com uma versão acústica da música Messengers, que é de um CD anterior do Textures (o Silhouettes), inclusive com outro vocalista, e como eu estava bem na pegada de ouvir esse tipo de som (depois de conhecer o Language Rediscovered, do The Contortionist, assunto pra outro post), decidi ouvir o single.

Rapaz.

O que eu escutei ali não foi apenas um acústico, mas algo bem além disso. Aliás, dando uma de João Kléber, PARAPARAPARAPARA! Antes que eu continue comentando, bora ouvir a música!

A versão original dessa música não é tão pesada (ao menos no começo), o que pode fazer parecer que esse acústico nem é tão diferente assim numa primeira escutada, mas não se engane. Estamos diante de uma das releituras mais legais da banda.

Messengers ficou ainda mais imersiva nessa versão, mostrando que os músicos do Textures sabem lidar muito bem com atmosferas. Eles não só conseguem capturas totalmente a atenção do ouvinte nas músicas pesadas, como também conseguiram capturar a minha nessa performance. A atenção aos detalhes é tão grande que vale a pena você escutar várias vezes pra sentir cada um deles, mas mesmo se você não for ligado nessas coisas, o clima é tão agradável que tenho certeza que esse single vai ficar na sua playlist por um tempão.

E falando em detalhes, é bacana notar que a versão original também tem muita coisa espalhada, mas a banda não se repetiu aqui em nenhum momento. Essa combinação de piano com violões e um vibrafone (me corrijam se eu estiver errado) ficou acertada demais!

Depois dessa chuva de acústicos com o Textures e o The Contortionist, eu comprei a ideia de que as bandas podem revisitar seu material e criar coisas novas em cima daquilo que já era novo. Não precisa nem ser acústico, mas, talvez, puxar pra algum outro estilo. A música progressiva se alimenta muito de experimentalismo, então torço pra que cada vez mais bandas talentosas tenham essa vontade e façam um material com tanto carinho quanto esse que eu vi em Messengers.

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  • Mario Martins

    gostei muito. acima da média.