Peso e experimentalismo com o Painted in Exile

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Decidi ouvir o som do Painted in Exile após uma recomendação na fanpage do Animals as Leaders. Se o AAL recomenda alguma banda, as chances dela ser ruim são inexistentes, então cliquei no play.

O que, a princípio, parecia ser só mais uma banda com peso absurdo e vocais berrados sem muito sentido, se mostrou um trabalho com mais experimentalismo do que eu esperaria em qualquer banda do estilo. Uma atmosfera sombria, mas ao mesmo tempo contagiante, é o carro chefe da parada. O single me convenceu logo na primeira escutada, com suas várias passagens diferentes e um refrão completamente inesperado.

Falando em coisas inesperadas, DM é repleta delas. Os elementos novos vão chegando sem qualquer tipo de aviso, o que combina com o clima caótico do single. Acho que o contraste da pressão sonora com os vocais limpos e algumas “extravagâncias” (como pitadas sensacionais de piano e uma palheta raspando na corda da guitarra em certo trecho) são as coisas mais legais em DM. Há muito conteúdo para ser explorado aqui, e se você é um entusiasta desse tipo de coisa, como eu, com certeza vai adorar ouvir esse trampo várias vezes.

Até onde sei, o Painted in Exile está à procura de um novo vocalista. A banda é dos EUA, um país repleto de vozes fantásticas, então fico na expectativa de ver o que os caras vão aprontar. Espero que, com a banda completa, eles lancem um disco tão vasto e cheio de qualidades  quando DM.

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