Pizzada com Daniel Piquê


Daniel Piquê é nosso convidado de hoje em uma Pizzada pós-apocalíptica (pra quem acredita que o mundo acabou ontem) e especial pra caceta. O Daniel é um dos novos artistas mais influentes do país, e mesmo trabalhando há poucos anos já tem uma carreira internacional invejável. Foi muito bacana poder bater um papo com ele e saber como funciona essa mente insana. O resultado dessa jornada intergalática você confere agora!

Rafa (ProgPizza): E aí, Daniel? Tranquilo? Muito obrigado por ter aceito o convite pra essa insanidade dourada e absoluta. Antes de começar, tem aquele ritual das entrevistas do ProgPizza. Indica uma música pra galera ouvir enquanto lê nosso papo.

Daniel Piquê: UOW, let’s rock! Indico a musica: “A Day In The Life” na versão do master, Jeff Beck, tocada no Montreux Jazz Festival em 2001.

Rafa: Uma das coisas que mais me chama a atenção no seu trampo é que você é jovem pra caramba (tem a mesma idade que eu), e mesmo assim já tem patrocínios de diversas marcas bacanas: Gibson, Orange, Ernie Ball, TC Electronic, Morley, Monster Cable, Takamine, CapCases & Mendes. De onde vem a inspiração pra conseguir chegar tão longe tão cedo?

Piquê: Acredito que o “chegar longe” está mais relacionado ao tamanho dos sonhos ou pontos de vistas de quem assiste ou vive tudo isso. No meu caso, eu sou um guri que sonha muito alto. Fico muito feliz de ter subido este degrau na carreira de uma forma natural, pelo meu próprio trabalho, digo. Isso, para mim, é um sinal de que estou no caminho certo e me da credibilidade para novos desafios. Agora, a inspiração para ter um bom trabalho é ter amor no que se faz, e fazer o melhor que conseguir, sempre! O resto é consequência.

Rafa: O Ultraviolence Studios é um outro capítulo à parte quando a gente conhece seu trabalho. Como você divide seu tempo entre a carreira de artista multimídia e guitarrista solo? Ou uma coisa complementa a outra no fim das contas?

Piquê: Fico muito triste em não poder aceitar todos os jobs que aparecem como diretor de vídeo por conta da minha agenda como artista, mas, no final das contas, tudo é Daniel Piquê; tudo sou eu. Eu sou uma pessoa inquieta que precisa de novidades, sempre! Digamos que acabei encontrando uma nova forma de expressão nas produções visuais. Ver o meu primeiro trabalho com cliente ter hoje mais de 140.000 visualizações no YouTube me da mais gás ainda para continuar produzindo.

Rafa: É realmente um número expressivo. Seu último lançamento foi ótimo single CHU, que também teve uma recepção fantástica. Qual foi a inspiração pra essa música? Qual a ideia que deu origem ao som?

Piquê: A vida é tão rara. Vou vivendo, aprendendo, absorvendo e produzindo. Estou pensando em um projeto complementar para compartilhar certas curiosidades sobre a CHU. Que venha 2013!

Rafa: A arte da capa do single também tá top demais. Como foi o processo de criação dela?

Piquê: A capa resume a “loucura” toda deste projeto. Espero um dia ter a oportunidade de compartilhar todas as idéias condensadas ali. Agora, a capa foi um trabalho em conjunto com meu amigo de anos, Gustavo Sazes (www.abstrata.net), com quem já tenho inúmeros trabalhos. Nossa afinidade é muito grande, então, nada que alguns poucos e-mails não resolvam. Acredito ser uma das melhores capas dele, modéstia parte haha.. Fica aqui o meu agradecimento público ao Gus! É visível a importância do visual nos meus trabalhos, então, como projetos assim fazem parte do que eu sou como artista, só tenho a agradecer quem faz parte das loucuras! Aos curiosos, CHU, na Ásia, é sinônimo de beijo. O resto são pontos de vista que espero compartilhar futuramente.

Rafa: Outro single que também foi sucesso esse ano foi o Sennarium. Como foi o processo de composição da música e como foi trabalhar com o Felipe Andreoli e o Fabio Laguna?

Piquê: SENNARIUM foi uma das musicas mais “enrroladas”. Muitos imprevistos somados a constantes borbulhos de idéias. Já venho trabalhando com estes dois grandes amigos há alguns anos, então, é tudo muito certo. Todo mundo gosta do trabalho de todo mundo; é uma festa fazer projetos assim no Brasil. Eu dou um peso grande na hora de escolher quem vai participar da gravação e eles estão no topo da lista, com certeza. Nem tudo é técnica ou fama, o importante em uma gravação é a “química”, a famosa mágica, que acontece quando se juntam pessoas com afinidades intermináveis. O resultado disso tudo, todo mundo está vendo. O que me deixa muito feliz. Eu não sou sortudo? Haha.

Rafa: O disco Boo! é mais um trampo seu que eu gosto pra caramba. Tem previsão de algum disco novo ou você vai focar em trabalhos “individuais” por hora?

Piquê: Desde 2009, com a OO, eu deixei claro que prefiro trabalhar musicas separadas, os chamados singles. Acredito ser uma adaptação pessoal aos tempos em que vivemos hoje. Acho uma pena a maioria das mídias não evoluírem junto com o mundo neste aspecto, o que é um problema para divulgar este tipo de trabalho aqui no Brasil. Agora, já tenho nome e conceito do álbum novo, alem das baterias e baixos já estarem todos gravados. Posso adiantar que a CHU fará parte deste projeto e que ainda vou lançar alguns singles com clipes na internet antes de qualquer outra coisa. Uma coisa é certa: mais loucuras virão!

Rafa: É inegável que a internet está aí e é irreversível. Tem muita gente que reclama da web, dizendo que estragou a indústria fonográfica. Como você lida com a internet e qual o futuro da música na sua opinião?

Piquê: Como tudo na vida, eu tento tirar somente as coisas boas. Só reclama quem tem preguiça ou falta de tempo de pensar em soluções para resolver problemas. Eu sai do interior de Minas Gerais com pouquíssimos recursos, incluindo internet. Cada um tem sua história, cada um tem suas oportunidades. Basta acreditar e correr atrás dos seus sonhos, seja lá qual forem eles. “Quem acredita sempre alcança”, não é? Enfim, não me arrisco a prever o futuro, mas não tenho medo de nada.

Rafa: Falando de internet, um projeto seu que merece ser citado é o Dear Fear. Quais são os planos pro futuro dele?

Piquê: Pode ser que vire musica alem de textos compartilhados em uma página do Facebook. Enquanto tudo aquilo fazer sentido pra mim eu vou continuar, mas tenho outras prioridades no momento. Eu sou apaixonado por um site/blog chamado O Armário da Janela (www.oarmariodajanela.com) e foi dali que deu o start em começar a escrever alguma coisa. Estou aprendendo a lidar com as palavras e ali é um bom lugar para exercitar e desenvolver outro nível de expressão.

Rafa: Se você pudesse ser amigo de adolescência de qualquer pessoa do mundo (viva, morta, comum ou histórica), que pessoa seria?

Piquê: Jesus.

Rafa: Queria fazer algo inédito aqui no blog. Bora pra uma seção de ping-pong?

Rafa: Um músico.
Piquê: Um dom.

Rafa: Um livro.
Piquê: Laranja Mecânica.

Rafa: Squirtle, Charmander ou Bulbassauro?
Piquê: Charmander. Gosto de ver o circo pegar fogo!

Rafa: Um sabor de pizza.
Piquê: Dois Queijos ou Peperoni? Pergunta difícil.

Rafa: Uma cor.
Piquê: Roxo.

Rafa: Um amigo.
Piquê: Frank.

Rafa: Uma palavra.
Piquê: Chu.

Rafa: Uma mania.
Piquê: Escrever no Dear Fear.

Rafa: Uma música sua.
Piquê: 1960.

Rafa: Uma música do metal brasileiro.
Piquê: Ainda poderá voltar a fazer parte do mainstream.

Rafa: Uma música do Michael Jackson.
Piquê: Pode mudar sua vida, facilmente.

Rafa: Uma memória.
Piquê: Hoje, tem que ser acima dos 4 terabytes.

Rafa: Bom, brother, muito obrigado de coração pela sua presença aqui no ProgPizza. O espaço é seu pra deixar sua mensagem pros nossos leitores.

Piquê: Obrigado você e ao pessoal do ProgPizza pelo convite. Aproveitando, gostaria de convidar você, leitor, para fazer parte dos meus perfis das redes sociais, Facebook, Twitter, YouTube e afins. Gosto de fazer novos amigos, conhecer novas culturas e compartilhar loucuras diárias. De novidade, podem esperar um clipe da CHU e muita música em 2013. Abraço geral!

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