Procurando Nemo com Daniel Piquê

Chu é o novo single do guitarrista Daniel Piquê, que conta com o megabaixista Billy Sheehan e o batera Kiko Freitas. O Daniel já apareceu algumas vezes aqui no blog, e sempre rendeu vários posts bacanas, mas dessa vez a coisa tomou proporções sub-estrogonóficas. Antes que eu dê minhas impressões, sente o drama do que o cara preparou pra gente. Ouça com bons fones de ouvido, claro.

Já conheci pessoas que acham música instrumental sem sentido, mas Chu foge completamente desse conceito. Em poucos minutos você passa por uma série de feelings que, talvez, se a música tivesse letra, seriam perdidos. É essa capacidade de te levar a lugares novos que concede à música o status de arte, e não apenas de som (ou barulho em alguns casos).

A pegada brasileira que norteou a composição é excelente e fácil de digerir desde a primeira escutada. Recomendo que você ouça pelo menos 3 vezes para poder prestar atenção em cada um dos 3 instrumentos separadamente. Os timbres, frases e, sem dúvida, o conjunto de todos os elementos do single estão incrivelmente bem colocados. Achei a produção impecável. Falando em timbres, o trabalho de percussão feito pelo Kiko Freitas foi de torcer o rabo da porca. As batidas de Chu são realmente musicais e ultrapassam a noção de que estão lá apenas para marcar o tempo ou “enfeitar” a música. Poucas vezes ouvi algo parecido, e gostei bastante das linhas do cara.

Eu quero tch… oh, wait! ‘-‘

O que mais me chamou a atenção em Chu foi sua criatividade em todos os aspectos (inclusive na arte da capa). O resultado final da produção foi um single de muito bom gosto, extremamente inspiracional e bem executado. É com trabalhos como este que o nível de exigência tanto dos fãs como dos próprios artistas acaba subindo. Aos poucos estamos vendo a criação de um novo patamar criativo na música instrumental brasileira, e são singles como Chu que permitem essa evolução.

Fanpage do Daniel Piquê: www.facebook.com/DanielPiquePlanet

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