Restaurando o passado com o Haken

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Então. O Haken lançou um novo EP, chamado Restoration. Cara, como é bom você ouvir algo que te envolve tanto quanto esse novo trabalho deles é capaz de fazer. A gente teve lançamentos excelentes em 2014, mas Restoration entrou automaticamente pra minha lista de favoritos depois que ouvi a primeira música.

Se você é fã antigo do Haken, com certeza conhece a rara demo Enter the 5th Dimension (ok, hoje em dia nem deve ser tãããão rara assim devido ao YouTube), que foi o primeiro trabalho da banda, antes mesmo do ótimo Aquarius. Pois bem. Restoration nada mais é do que um releitura de 3 músicas daquela primeira demo dos caras, gravada anos atrás. Blind, Black Seed e Snow (minha favorita) ganharam os nomes Darkest Light (que já ganhou clipe), Earthlings e Chrystallised, respectivamente. Não apenas os nomes, mas as músicas mudaram pra caramba. E como eu gostei de redescobrir esses sons!

Vou aproveitar que o EP é uma novidade e testar essa parada do Spotify. Se você não conseguir ouvir, deixa um recado nos comentários pra eu saber se tá funcionando pra todo mundo, ok?

As 3 músicas do EP ficaram soberbas. Dá pra perceber todo o cuidado com a produção que a banda teve, o que ressaltou a evolução técnica de cada um dos músicos (incluindo o novo baixista Conner Green, que estreou em Restoration e já fez um trabalho espetacular). Até nos trechos mais malucos e com instrumentos exóticos, os timbres foram muito bem escolhidos.

Uma coisa que eu gostei demais foi o fato do Haken saber aproveitar os melhores trechos das canções antigas e amplificarem o feeling de cada uma dessas partes. O clima do EP é tão intenso que me arrepiei várias vezes. Se você fechar os olhos e apertar o play, com certeza vai ter uma experiência fantástica. Será a melhor meia hora do seu dia.

Antes que eu esqueça, Restoration tem a participação de Mike Portnoy na última faixa. Não bastasse a verdadeira aula de técnica e composição, a banda convidou um dos mestres do prog pra participar da festa. Até onde eu entendi (me corrijam se eu estiver errado), Portnoy tocou apenas um gongo, mas não pense que a bateria ficou “órfã”. O baterista Ray Hearne executou uma das performances mais sensacionais que ouvi nos últimos tempos. E claro, se você acompanha o ProgPizza há algum tempo, sabe que o Ross Jennings é um dos meus vocalistas favoritos, e em Restoration ele conseguiu me surpreender mais uma vez. Pra fechar essa parte dos músicos, o trio Charlie Griffiths (guitarra), Richard Henshall (teclado e guitarra) e Diego Tejeida (teclado)  mantiveram o mesmo nível excelente do disco The Mountain, mas, pelo menos pra mim, os timbres dos três soaram muito mais intensos e experimentais. Fizeram minha cabeça explodir o tempo todo.

As novas bandas de prog estão mostrando que não são apenas músicas com mais de 20 anos de idade que são boas, e nesse time dos “up and coming”, o Haken com certeza é um dos mais promissores.

Haken na Internet

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