Review: Affinity, do Haken

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Depois de um longo inverno, estou de volta para trazer minhas opiniões sobre o novo álbum do Haken, o Affinity. Lembro que antes do lançamento, eu e meus amigos especulávamos que seria um dos grandes lançamentos do ano, e como estou ouvindo as músicas até agora, posso dizer que é verdade: o Haken se superou mais uma vez e trouxe uma obra memorável.

Affinity é um disco que agradará tanto os antigos fãs da banda quanto os novos. A banda está crescendo bastante atualmente, e não é pra menos, pois até grandes caras do prog viraram fãs dos caras, como é o caso do Mike Portnoy, que é facilmente encontrado na rede social mais próxima com algum boné do Haken ou algo do tipo.

Mas chega de Mama Brusqueta! Vamos falar de Affinity, que é um discaço e tem muitos pontos pra gente trocar ideia. A primeira coisa que eu notei foi a estética das músicas. Essa é uma característica muito forte do Haken. Se você notar nos discos anteriores, tudo segue uma mesma linha de som, por mais que as músicas sejam bem diferentes entre si.

No caso de Affinity, tem vários timbres “retrô” aqui e ali (como é gritante na bateria de 1985, por exemplo) e uma atmosfera que remete a essa parada tecnológica que faz parte da história contada ao longo das canções. Aliás, sim, este é mais um álbum conceitual do Haken, como já é de costume. Misturar timbres vintage com futuristas foi uma das sacadas que eu mais gostei nesse trabalho, e é algo que mostra o carinho da banda com a produção do disco.

Cada composição é uma experiência única, e se você gostou desse trabalho tanto quanto eu, tenho certeza de que se envolveu com cada uma das canções. Ouvir o trampo na íntegra é uma viagem enorme, onde cada música mostra novas paisagens fascinantes.

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As músicas têm uma intensidade muito grande, sem perder a dinâmica. Você consegue se empolgar em todas, até nas mais lentinhas. A duração das faixas está um tanto menor nesse CD, mas não acredito que isso tenha influenciado nesse lance da intensidade.

Outro destaque é a faixa The Architect, que vai na contramão da duração menor e tem excelentes 15 minutos, incluindo uma participação especial do vocalista do Leprous, Einar Solberg. Esse cara é um monstro, e uma das minhas vozes favoritas no mundo do prog. Aqui ele manda um gutural que encaixa demais na música. Se você não conhece a voz limpa dele, vale a pena pesquisar e ouvir, que o cara canta igual um canarinho.

The Architect também nos mostra como o Haken está mais técnico e musical. A qualidade dos músicos já era impressionante, mas em Affinity eles atingiram um nível de excelência pra deixar qualquer um impressionado! Provando que merece o destaque que vem recebendo, o Haken não lançou apenas um dos melhores álbuns de 2016, mas um dos melhores de sua carreira.

Meus destaques ficam com Lapse, The Architect e Red Giant.

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