Review: Ambivalence, do Shell from Oceanic

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Comecei a ouvir o som do Shell From Oceanic esses dias. Não me lembro se achei sozinho ou se alguém me enviou, o que é curioso, porque parece que conheço o trabalho deles há anos, mesmo ouvindo há menos de um mês.

Essa é a primeira banda portuguesa (até onde me lembro) que eu estou postando aqui no site. Na real, conheço poucas bandas de lá, mas se houver mais como a Shell from Oceanic, vai ser um prazer enorme escutá-las. Falando em escutar, saca só o som dos caras:

 

O álbum Ambivalence é o primeiro da banda, e já chega mostrando do que os músicos são capazes. Uma coisa que é importante notar a respeito desse trabalho é que as músicas foram compostas com bastante carinho e atenção. Quando você pensa em bandas instrumentais, o virtuosismo é uma das primeiras características que vêm à mente, mas em Ambivalence, na minha opinião, a musicalidade e a atmosfera de cada canção têm destaque completo. Mais do que mostrar suas capacidades, penso que o Shell from Oceanic se preocupou com a experiência de se ouvir o disco como um todo. É claro que as  músicas são complexas e difíceis de se tocar, mas o foco aqui é o feeling de cada trecho.

Se você é fã de harmonias bem trabalhadas, vai achar uma porção delas aqui. É muito legal notar as diferentes progressões das músicas e como elas dão uma dinâmica especial pra esse álbum. Cada faixa tem uma porrada de momentos diferentes, o que torna tudo muito divertido, e até emocionante (como os finais de Wave at your Sight e Ambivalence, por exemplo), de se ouvir.

Ambivalence foi uma das descobertas mais legais desse ano pra mim, e se você quer conhecer uma banda de prog instrumental diferente e promissora, o Shell from Oceanic é minha dica de hoje.

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  • Mario Martins

    Cara, acabo de ouvir o album todo – já tem no spotify. As composições são complexas mesmo e são ao mesmo tempo muito bonitas, passagens bem bacanas. Só não deu pra qualificar de progressivo. Sou contra essa classificação para bandas de metal com tecladista. é um disco de metal – e bem pesado – com passagens bem melódicas e tecladeira bem colocada, mas isso não é prog não…

    • Fala, Mario! Legal pra caramba que você tenha gostado do álbum. Tenho escutado ele bastante esses dias. Sobre a “legitimidade” do prog, eu sinceramente não me preocupo muito com isso. Tem muito som aqui no site que não é nem um pouco prog, mas no caso do Shell, há características que encaixam a banda no rótulo de metal progressivo, como o experimentalismo e a fusão de estilos dentro de uma mesma música. O que importa de verdade é que esse é um excelente disco e que existem bandas novas tentando fazer coisas diferentes.

      Valeu pela visita e pelo comentário, Marião! Abraço!