Review: Boo, do Daniel Piquê

Antes de começar a review, se você quiser ouvir o Boo!, ele está disponível para download gratuito por tempo limitado no site do Daniel Piquê. Você pode baixar clicando aqui ou na capa do disco ali em cima.

Sempre gostei de música experimental, e o Daniel Piquê é um dos novos artistas que mais se destacam nesse sentido. O som dele é referência não só pra mim, mas pra uma porrada de compositores que gostam desse estilo mais aberto e “inusitado”.

Vou começar a falar do Boo! pelo time de músicos, que é praticamente um Harlem Globetrotters da música. Além do Daniel na guitarra, temos Mike Mangini na bateria, Billy Sheehan no Baixo e Yaniel Matos e Fabio Laguna nos teclados. Provavelmente sua cabeça explodiu só de ler esses nomes (se você realmente conhece cada um desses jovens, claro), mas tenha paciência. Ainda há um disco inteiro para ser explorado.

Boo! foge do padrão “guitarrista solo”. As músicas são mais curtas que o normal (e mais criativas também). Cada uma delas tem sua dose de prog, de harmonia e de coerência, mas o poder criativo demonstrado nesse disco é o grande destaque, sem sombra de dúvida. Outro ponto bacana é que o cd vem com 2 playbacks pra que você também possa não só tirar as músicas mas exercitar sua criatividade criando uma tonelada de novos arranjos.

Gosto bastante de discos confortáveis de escutar, e esse é um deles (em faixas como 1960 e Purr). Como eu comentei agora pouco, todas as músicas são relativamente curtas, então você ouve o disco todo bem rápido, e quando percebe já está no final de novo, e de novo, e de novo. Os timbres escolhidos pra cada um dos instrumentos reforçam bastante esse conforto e se encaixam entre si. A personalidade única de cada canção faz com que você não enjoe do álbum, mas isso também não quer dizer que é um disco fácil de digerir. Você ainda vai achar elementos que não tinha percebido mesmo depois de diversas audições, o que, pra mim, é um baita ponto positivo.

O álbum é tão diferente que você encontra até um pouco de humor (em músicas como Peacock Ink e Colic). Acredito demais em quem se propõe a fazer algo novo, que fuja dos padrões (aliás, o próprio rock surgiu dessa forma), e com Boo!, o Daniel conseguiu alcançar um nível excelente no que se refere a feeling e experimentalismo. Lembra que eu pedi pra segurar a cabeça no começo da review? Agora pode deixar explodir 😉

Facebook do Daniel Piquê: http://www.facebook.com/DanielPiquePlanet

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