Review: Coal, do Leprous

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Conheci o Leprous em um cartaz que anunciava a turnê europeia deles junto com o Haken (que é uma das minhas bandas favoritas nesses últimos tempos). Na curiosidade de saber que banda era essa (vá lá, o nome é bem chamativo), fui procurar algum material dos caras. O primeiro álbum que ouvi foi o Bilateral, mas esse fica pra uma próxima resenha. Hoje eu vou falar do Coal, que ouvi logo em seguida e eu demorei demais pra conseguir ouvir outra coisa que não fosse esse CD, de tanto que gostei.

A característica do Leprous que mais me chama a atenção, além do talento absurdo dos músicos, é a capacidade da banda em colocar uma carga artística enorme nas músicas, e você percebe isso nos pequenos detalhes de Coal. Ele soa um pouco mais obscuro que os trabalhos anteriores, mas mesmo com essa estética o Leprous soube encaixar vários trechos experimentais que são de explodir a cabeça. São tantas texturas diferentes que digerir todas as informações do álbum nas primeiras escutadas é uma tarefa difícil pra caramba, e eu gosto disso, pois torna a experiência com as músicas em algo muito mais pessoal e intimista. Essa “descoberta” dos detalhes é o que diferencia um disco comum, que você só ouve, de um grande disco, que você pode explorar muitas e muitas vezes.

Falando em coisas memoráveis, a interpretação do vocalista Einar Solberg é indiscutivelmente fantástica. Se você conhece os outros trabalhos do Leprous, sabe o que eu estou falando. O cara passeia entre técnicas completamente diferentes com uma naturalidade enorme. Seja uma voz lírica, com drive bem rasgado ou até mesmo gutural, ele consegue mandar com maestria. Os arranjos dos instrumentos são espetaculares do começo ao fim, e o que faz a voz ser tão especial é que, além do talento do Einar, as linhas vocais não servem apenas como base pra um instrumental trabalhado ou como “preenchimento”, mas estão na linha de frente, junto com os instrumentos.

Minhas favoritas de Coal são Foe, Chronic, Coal (a faixa-título) e Salt.

Sendo um trabalho mais sóbrio que os anteriores, mas sem perder a dinâmica, Coal mostra um lado mais pesado do Leprous e coloca a banda em pé de igualdade com os grandes nomes do metal progressivo da atualidade. Vale a pena conhecer a discografia do grupo.

 

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