Review: Fragile Equality, do Almah

almah-fragile-equality-cover

Poucos discos conseguem te prender a atenção por muito tempo sem que você enjoe das músicas. Sabe aquele CD que você ouve por meses e ainda gosta de prestar atenção aos detalhes, cantar junto e mostrar pros amigos? Fragile Equality é esse tipo de CD, e é sobre ele que a gente vai falar hoje.

O primeiro contato que tive com o álbum foi em 2009, cerca de um ano depois do seu lançamento. Me lembro que quando me falavam do Almah, eu achava que seria um “Angra Jr”, mas essa ideia foi quebrada logo quando ouvi a primeira música do CD, a clássica Birds of Prey. Aquele som com uma pegada mais agressiva e moderna me conquistou logo de cara. A banda estava com uma formação, até então, nova (e que se manteve até o sucessor do Fragile Equality, o Motion, cuja review você pode ler neste link), nos apresentando grandes músicos. Além do vocalista Edu Falaschi e do baixista Felipe Andreoli, conheci os monstros Paulo Schroeber (guitarra), Marcelo Barbosa (guitarra) e Marcelo Moreira (bateria),  que conquistaram um lugar na minha lista dos melhores músicos nacionais.

Fragile Equality tem 10 músicas, das quais apenas 2 são baladas (muito bem compostas e carregadas de feeling, diga-se de passagem), então já dá pra ter uma ideia de que é pancadaria o tempo todo. Ainda encontramos algumas passagens de power metal, mas no conjunto geral, percebe-se que o direcionamento da banda já começava a rumar pra outro lado. A produção, que ficou a cargo do Edu e do Felipe, está impecável, e foi a melhor que ouvi em alguns anos (na época em que conheci o disco). As músicas estão bem polidas, com uma sonoridade uniforme e ideias coerentes. Apesar do peso e da agressividade, é um trabalho confortável de escutar.

A performance individual de cada músico também é um dos pontos altos que deve ser ressaltado. É uma cacetada de fraseados criativos, solos fantásticos e quebradas bem colocadas pra caramba. Durante o álbum, a banda passeia entre diversas técnicas (inclusive nos vocais), o que deixa as músicas mais ricas e faz você querer ouvi-las de novo pra sacar os detalhes, principalmente nas faixas mais trabalhadas, como You’ll Understand.

Não podia terminar o review sem destacar as letras de Fragile Equality. São ideias muito inteligentes e com temas que te fazem pensar sobre várias coisas do dia a dia. Se você gosta desse tipo de conteúdo, vale a pena prestar atenção às letras do CD. Me lembro que na época do lançamento, estava em processo de produção um mangá com o conceito do disco e que junto viria com um CD sem os vocais, que funcionaria como uma espécie de trilha sonora do material e também como um karaoke. Gosto pra caramba desse tipo de conteúdo extra, mas, até onde sei, infelizmente, o mangá nunca chegou a ser publicado.

Pra finalizar, os destaques de Fragile Equality ficam com Birds of Prey, You’ll Understand, Invisible Cage e Torn.

Tracklist:
01. Birds of Prey
02. Beyond Tomorrow
03. Magic Flame
04. All I Am
05. You’ll Understand
06. Invisible Cage
07. Fragile Equality
08. Torn
09. Shade of my Soul
10. Meaningless World

Site do Almah

campanha-anti-troll

Você pode gostar...