Review: Illusion Effect, do Closed Circle

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Eu curto demais conhecer histórias curiosas, e a do Closed Circle tem um pouco disso. É um trio de metal instrumental formado pelos brasileiros Doug Weiand (guitarra) e Felipe Durli (baixo), que vivem na Itália. Pra completar a turma, o baterista peruano Devadip Chunga aceitou o convite dos dois amigos e, me permitam dizer, não apenas completou o time mas fez um ótimo trabalho no primeiro álbum do Closed Circle, o “Illusion Effect“. Esse moleque é fera!

Porém, ao longo de Illusion Effect, a gente percebe que não apenas a bateria, mas também o baixo e a guitarra são técnicos pra caramba. Tem algumas seções que são bem malucas e dão um nó enorme na cabeça quando você escuta pelas primeiras vezes (o que é sensacional). Os caras realmente sabem o que estão fazendo, e apresentam um trabalho surpreendentemente maduro, ainda mais se tratando de um debut album.

Achei que as músicas estão uniformes e bem encaixadas. Cada uma parece uma sequência natural da anterior, o que faz o disco ser coerente e ter uma boa cadência. Dá pra notar uma grande influência do metal tradicional, além do prog, que é o carro chefe. Se você curte riffs pesados, bem característicos do estilo, com certeza vai achar algo que te agrade em Illusion Effect. Penso que várias ideias presentes no CD funcionem muito bem ao vivo.

Com o crescimento da cena instrumental, acredito que o Closed Circle ainda tem uma longa vida pela frente. É muito bom saber que tem gente representando nosso país lá fora.

Minhas favoritas do Illusion Effect são Devil Takes a Ride e Come In. Otto’s Dead.
Pra fechar essa resenha, fica aqui meu muito obrigado à assessoria da banda que gentilmente me enviou o Illusion Effect para que eu pudesse resenhá-lo aqui no site.

Closed Circle na internet

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