Review: In the Haze that Surrounds Us, do Universe Effects

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Esbarrei no Universe Effects enquanto rodava pela internet e decidi dar uma chance pois achei a capa do disco In the Haze that Surrounds Us muito bonita (não me julgue, hahahaha). Logo no começo eu já fiquei maluco ouvindo o som dos caras e decidi que iria trazer aqui pro site. O Universe Effects é uma banda canadense com músicos talentosíssimos e que, apesar de estarem começando a banda agora, merecem muito a sua atenção.

O principal mérito do Universe Effects, na minha opinião, é trazer a essência do metal progressivo de uma maneira muito forte e com muita competência. Eles soam exatamente como a proposta inicial do estilo: uma roupagem pesada para o rock progressivo dos anos 60 e 70. Além disso, há alguns elementos épicos nas canções, que deixam elas ainda mais especiais. Se você gosta de metal técnico, com músicas longas e variações na dinâmica durante uma mesma música, vai achar vários tesouros em In the Haze.

As canções desse álbum são todas cheias de vida, e você consegue perceber que todos os integrantes colocaram a alma nesse disco. As harmonias e as progressões são todas espetaculares, sem contar as misturas de ritmos que passeiam pelo CD. É impressionante que a banda consiga soar como o Yes ou como o Dream Theater (no comecinho da carreira, especificamente) mas, ao mesmo tempo, trazer ideias novas. In the Haze that Surrounds Us é uma renovação do estilo, trazendo uma roupagem cheia de personalidade para o prog moderno.

Sendo um trabalho detalhista, é de se esperar que os timbres fossem escolhidos a dedo, e pelo que é possível ver no canal do grupo do YouTube, até nos instrumentos certos para cada trecho eles pensaram. No caso do baixo, por exemplo, reparei que foram usados pelo menos 3 instrumentos durante as gravações para gerar as ambientações mais adequadas possíveis. Só por essa preocupação de não gravar o disco todo com os mesmos timbres, já dá pra sacar que o Universe Effects é uma banda com muito potencial artístico.

Eu ainda estou descobrindo todas as nuances do álbum, mas tudo que já consegui digerir me agradou pra caramba. Sejam nos momentos mais relaxantes ou nos mais pesados, o Universe consegue soar bem autêntico e intenso. É muito bom saber que há uma banda nova trazendo esse fôlego todo.

Minhas músicas favoritas são Equilibrium, In the Haze that Surrounds Us (a faixa-título) e a suite formada por Entropy, Lost in Time e Out of Darkness. Discão!

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