Review: Juggernaut: Alpha, do Periphery

Periphery-Juggernaut-Alpha

O Periphery está preparando seu novo álbum de inéditas, e como eu tô ouvindo o som dos caras o dia inteiro há algumas semanas, fiquei empolgado pra fazer uma maratona de resenhas deles. Essa e a próxima review serão sobre os dois discos mais recentes da banda: Juggernaut: Alpha e Juggernaut: Omega.

Bora começar que hoje eu não tô com paciência. CHORA, CAVACO!

Juggernaut é um disco duplo e conceitual. A primeira parte, Alpha, é a mais longa e também a mais “leve”, no sentido do feeling (porque as músicas são porradaria do início ao fim).

O disco tem algumas surpresas, e uma delas já está no finzinho da segunda música, Mk Ultra, com um trecho de bossa nova 200% inesperado. Outra coisa a se notar é a produção dos vocais, que ficou tão bem feita a ponto de acabar com a cisma que eu tinha com a voz do Spencer. Tanto nos trechos mega agressivos quanto nos limpos, as linhas vocais dão um tapa especial nas músicas. Classe A.

Uma coisa a se notar em Alpha é a maneira como o instrumental da banda soa diferente dos anteriores. Ainda é o Periphery, mas tudo ficou mais melodioso, e a gente percebe novas influências. Achei esse aspecto sensacional, pois é a prova de que mesmo numa banda com guitarras de 8 cordas, distorções no talo e vocal gutural é possível misturar coisas diferentes e soar extremamente musical.

Por ser um álbum conceitual, é bacana reparar que existem alguns temas que se repetem ao longo das músicas, inclusive no segundo disco, Omega. Se você é daqueles que gosta de ouvir música lendo as letras em frente à lareira, essa é uma característica que pode agradar seu coração refinado.

Outra parada diferente do habitual é que as guitarras estão um pouco menos “raivosas”, sem aquela pegada nervosa durante uma música inteira, por exemplo, mas isso ficou positivo, na minha opinião. Também tem um pouco menos de música eletrônica. Penso que foi uma decisão pra ambientar melhor a história, e mesmo assim, você escuta e ainda reconhece perfeitamente o Periphery. Bandas que sabem se reinventar sempre são as minhas favoritas, e nesse trabalho eles ganharam uns bons pontos comigo. As linhas instrumentais continuam afiadíssimas, e é fantástico ver uma banda que já estreou muito bem aparecer com trampos cada vez melhores.

Minhas favoritas de Juggernaut: Alpha são Mk Ultra, The Scourge, Alpha e 22 Faces.

Ainda não acabou! Para ler a review de Juggernaut: Omega, clique aqui.

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