Review: Language, do The Contortionist

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Hoje vim falar de um dos discos que mais tenho escutado desde o finzinho do ano passado (aliás, passei a madrugada do Natal E do Ano Novo escutando esse som). Trata-se de Language, da banda americana The Contortionist.

Até o Tosin Abasi, do Animals as Leaders, comentou que esse é um dos álbuns preferidos dele no momento, e eu assino embaixo. Estamos diante de um trabalho fantástico, cheio de detalhes e produzido com muito capricho. Antes que eu comente um pouquinho sobre minhas impressões, saca só o clipe do single Primordial Sound:

Talvez a principal característica de Language seja as atmosferas que mudam a cada faixa, então você tem momentos bem reflexivos e momentos bem “raivosos”, com bastante peso. Tudo isso é construído com coerência pra caramba, fazendo com que o CD tenha uma identidade própria mesmo com essas misturas todas. Aliás, um dos principais méritos do Contortionist é justamente a maneira como a banda compõe.

Outro ponto que é impossível não citar aqui são as harmonias do álbum. Essa é provavelmente a minha coisa favorita em Language, e se você gosta de acordes “tortos” e que fogem do padrão, aqui está um prato cheio, meu amigo. As harmonias são as responsáveis pelas diversas atmosferas que comentei lá em cima, e nesse CD elas realmente carregam o feeling das canções. É muito legal ouvir um trampo que te inspire todas as vezes que te aperte o play, e, por isso, aposto em Language como um dos discos mais importantes dos últimos anos no que diz respeito a feeling e inspiração.

Também gostei muito das timbres, tanto dos instrumentos quanto da voz. Tudo soa ideal para o tipo de som que a banda faz e para os diversos momentos diferentes da obra (dos mais técnicos aos mais simples). Tem até uma dobra de voz limpa com gutural na música Primordial Sound, o que serve de exemplo pro que quero dizer. Mesmo com uma coerência absurda, a banda também soube experimentar com toneladas de bom gosto , e os resultados ficaram ótimos. Toda a parte da mix e da produção em geral foram lapidadas pra caramba. Não é de se espantar que o resultado final tenha ficado espetacular.

Falar de um álbum com uma estética tão forte e tão bonita nem é tão difícil, mas escolher as músicas favoritas, é. Sei que estou sendo injusto (pois todas são de derrubar o sabiá do poleiro), mas vou escolher como destaques Language I: Intuition, Integration e Primordial Sound e Arise.

Penso que Language vai ficar marcado não só na história do The Contortionist mas na história do prog metal atual. Poucas vezes ouvi um álbum que me cativou tanto logo nas primeiras escutadas, e espero que o futuro nos traga mais trabalhos assim.

 

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