Review: Motion

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Andam falando muito sobre as reviravoltas na carreira do Edu Falaschi. Acredito que mais importante do que qualquer tipo de declaração ou atitude é o trampo do cara, e hoje vim aqui pra fazer uma review de um dos melhores trabalhos dele (e do Almah também, claro), o Motion.

Motion é um disco que me pegou de surpresa na época do lançamento. Seu antecessor, o Fragile Equality, era (e ainda é) um dos meus álbuns favoritos de todos os tempos justamente pela sua sonoridade única. A primeira coisa que ouvi do Motion foi o single Trace of Trait. Me lembro de ter ficado realmente impressionado com a música. Pensei “Caramba, os caras conseguiram ir ainda mais longe!”. Quando finalmente tive o disco em mãos, aquela “suspeita” se confirmou. Eu estava diante de outro puta CD.

Apesar de agressivo e moderno, o disco tem diversas passagens diferentes dessa proposta, mas que se encaixam perfeitamente, como os riffs de Bullets on the Altar, When and Why e Late Night in ’85. Falando de Bullets on the Altar, outro destaque do disco é o tema de cada uma das letras, que falam sobre conflitos da atualidade. Bullets, por exemplo, tem ligação com o massacre em Realengo (onde um garoto matou diversas crianças na escola onde estudou). Essa questão da temática combinou bastante com o clima das canções, que é atual e intenso.

As faixas mais pesadas são de estourar o tímpano. Dessas, as minhas favoritas são Soul Alight, que tem um refrão muito bonito, e Daydream Lucidity, que mistura o peso com uma harmonia fantástica e a participação de Thiago Bianchi, que deu uma cara diferente pra música. Em todas as faixas do Motion você fica embasbacado num estado sub-atômico com a habilidade de todos os músicos da banda. É possível perceber onde a personalidade de cada um agregou para o trabalho como um todo.

Motion foi e continua sendo um sucesso por conta da qualidade de sua produção. O disco cumpriu muito bem sua tarefa de sucessor do magnífico Fragile Equality, e espero mais discos como esse na promissora carreira do Almah.

Lineup do disco:
Edu Falaschi – Vocais
Paulo Schroeber – Guitarras
Marcelo Barbosa – Guitarras
Felipe Andreoli – Baixo
Marcelo Moreira – Bateria

Site oficial do Almah: http://www.almah.com.br/

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