Review: Phenotype, do Textures

textures-phenotype

“Já tô dizendo aos meus amigos:
Calma, que eu não vou pirar
Já pirei”
-Eu sobre o novo álbum do Textures

Finalmente está no ar a resenha de Phenotype, esse disco maravilhoso que agora habita em meu coração. Eu avisei que iria trazer e aqui está!

Desde o single New Horizons eu estou bem empolgado com o trabalho do Textures, e minha expectativa foi muito bem recompensada. Que discasso, meu amigo! Se você gosta de um som intenso e que varia o tempo todo, vem comigo.

Se eu tivesse que resumir Phenotype, eu diria que ele pega todas as características marcantes do Textures e amplifica elas num nível monstruoso. Os riffs de explodir o ouvido, a capacidade de criar atmosferas imersivas, os timbres intensos… tudo isso é possível encontrar no álbum, e ainda mais! Phenotype soa gigantesco, e é audição obrigatória pra quem gosta de metal moderno.

Apesar de manter a brutalidade durante todo o trabalho, há alguns momentos experimentais interessantes, como os interlúdios Meander e Zman, que servem pra configurar nossa cabeça pras músicas seguintes. Para o meu gosto, esse tipo de coisa é importante, e funciona como uma “vírgula sonora”. Existem muitos discos que seguem um mesmo clima do início ao fim, e aí você já enjoou antes mesmo de terminar de ouvi-los por completo. A maneira como o Textures conduziu Phenotype é genial, e permite desfrutar das músicas do início ao fim do CD com a mesma empolgação.

Falando em brutalidade, uma faixa que explica 100% o que esse disco oferece é Oceans Collide. Ela não tem descanso. É riff atrás de riff. As coisas vão desde as frases mais cretinas de se tocar até trechos simples, com poucas notas, mas que não deixam a pressão cair. O mesmo acontece com as linhas vocais, que são uma amostra do quão versátil o vocalista Daniël de Jongh é.

Se você gostou do que a banda apresentou em Dualism, Phenotype é um sucessor e tanto, e acredito que você vai gostar tanto quanto eu gostei. Tenho ouvido essa parada por dias e dias. Sei lá quando vai sair da playlist! Um álbum feito com tanto talento e musicalidade merece ser apreciado por um tempasso.

Meus destaques ficam com Oceans Collide, Illuminate the Trail e Erosion.

Line-up de Phenotype: Daniël de Jongh (Vocal), Stef Broks (Bateria), Bart Hennephof  (Guitarra), Joe Tal (Guitarra) e Remko Tielemans (Baixo)

Textures no Facebook

Você pode gostar...