Review: Prediction, do Outdeth

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Esse disco, pra mim, é uma daquelas crianças que quando você é tiozão, fala com orgulho: “esse moleque aí eu vi nascer”. Acompanho o Outdeth desde o começo (inclusive, eles já apareceram aqui no site) e quando o Raphael Rodrigues, baixista da banda, me disse que o disco finalmente ia sair, fiquei animado pra caramba.

Senta o dedo no play pra gente ouvir junto:

 

Eu já esperava um trabalho brutal e bem trabalhado, mas os caras foram além disso. Prediction tem 3 “atos” diferentes, cada um com uma atmosfera própria. Mesmo que o peso seja a constante do álbum, dá pra perceber várias nuances rolando ao longo das músicas. Sendo um trampo produzido pela própria banda, é de tirar o chapéu o som que eles conseguiram tirar num debut album, com muito bom gosto.

O destaque, pra mim, ficam com os timbres e com os temas. Prediction tem uma boa coleção dessas duas coisas, e é muito legal perceber o cuidado da banda com os detalhes de cada trecho. Tem várias partes que são puramente atmosféricas, sem muita informação, o que é excelente pra quem gosta de relaxar ouvindo música instrumental. Nunca ouvi nada parecido vindo de uma banda brasileira, e depois de escutar o disco do Outdeth, fiquei com vontade de ouvir mais sons nessa pegada.

Outro ponto que não posso deixar de citar é a capa, que além de ser sensacional, mostra bem a essência do trabalho. É obscuro e caótico, e tem sua beleza nos detalhes. Quem já jogou Magic the Gathering também vai notar um pequeno easter egg no track list. Como bom nerd, me identifiquei. hahahahaha

A banda se mostrou muito competente e entrosada. Não é todo dia que a gente escuta um disco de estreia tão bem encaixado quanto Prediction. Som de gente grande. Gostaria muito de ver novos trabalhos do Outdeth num futuro próximo. É o tipo de banda que me faz ficar cada vez mais satisfeito com o rumo que o metal brasileiro pode tomar daqui um tempo.

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