Review: Show do Dream Theater em SP (2012)

Antes de começar, quero dizer que esse é um review diferente. Eu fui ao show sem qualquer intenção “jornalística”. Nem câmera eu levei. Fui lá simplesmente pra curtir o momento (afinal, foi meu presente de aniversário). Logo, as opiniões nessa resenha refletem apenas a visão de um jovem que foi só pra se divertir.

Dia 26/08/2012 é um dia que vai ficar guardado por um bom tempo na memória dos fãs do Dream Theater. Sabe esses shows que quando terminam você vê a galera empolgada pra caramba comentando como a apresentação foi de assaltar o assaltante? Foi exatamente o que aconteceu. Mas calma, ainda temos uma review antes de falar do final.

O Credicard Hall estava lotado. Todos os setores estavam cheios de fãs ansiosos pelo que estava por vir. Com cerca de 15 minutos de atraso, as luzes se apagaram e o espetáculo teve início. Muitos se perguntavam como seria o entrosamento da banda com o novo baterista, mas nem vou entrar nessa questão, pois, pra mim, o Mangini já mostrou que foi a escolha perfeita. O cara é bom.

Com um setlist diferente do que o pessoal esperava, a banda surpreendeu a cada canção tocada. O show foi aberto com Dream is Collapsing, uma trilha épica do Hans Zimmer, que acompanhou uma animação muito legal, onde cada membro era uma espécie de herói. A banda subiu ao palco durante a introdução de Bridges in the Sky, que em poucos segundos já deixou todos os fãs frenéticos. Eu estava na pista, e foi muito legal MESMO agitar junto com a galera.

Depois de um começo avassalador (sem trocadilhos com grupos de funk carioca), veio uma dobrada que ninguém esperava, com 6:00 (ovacionada pelos fãs mais antigos) e Dark Eternal Night (uma das minhas favoritas da banda), que novamente colocou a galera pra ferver.

Como baixista, gostei demais da performance do John Myung, que tava bem mais solto que o normal, e interagiu bastante com o John Petrucci. Ambos foram impecáveis em suas performances.

Durante The Root of All Evil, rolou uma homenagem bacana do LaBrie, que colocou um boné igual ao do Portnoy. Achei bem legal da parte da banda (ainda mais tocando justamente essa música, pra quem sabe o que ela significa). Outros destaques foram os solos. Jordan Rudess emocionou todos os presentes com sua musicalidade. Ele foi muito elogiado pelo próprio James LaBrie, que o classificou como “um presente para a música e para seu instrumento”. Mike Mangini foi um verdadeiro showman, e executou um solo extremamente musical e criativo. Ele interagiu muito bem com o público, chegando a comer banana (!) no meio do solo. A galera veio abaixo nesse momento.

A seção acústica, com Silent Man e Beneath the Surface foi outra coisa bacana que eu realmente não esperava ver. O pessoal recebeu muito bem essa parte do show. Outra parte mais “intimista” foi a execução de The Spirit Carries On, onde o vocalista pediu pra plateia “acender suas luzes”. O encerramento com Metropolis Pt.1 foi realmente emocionante. Nem parecia que já estávamos há mais de 3 horas ali dentro.

Foto tirada pela produção durante The Spirit Carries On

Achei o show divertido pra caramba, com um setlist pra ninguém botar defeito (claro que uns gostariam de ter ouvido essa ou aquela música, mas o set em si não foi questionável em ponto algum). Esse foi um dia que com certeza serviu de inspiração pra todos os presentes. Que venham mais shows assim!

Setlist:
Bridges in the Sky
6:00
The Dark Eternal Night
This is the Life
The Root of All Evil
Lost Not Forgotten
(Solo de Bateria)
A Fortune in Lies
Silent Man
Beneath the Surface
(Solo de Teclado)
Surrounded
On the Backs of Angels
War Inside My Head
The Test that Stumped Them All
The Spirit Carries On
Breaking All Illusions
Metropolis Pt. 1

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