Review: The Didact, do Means End

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Esses dias eu tava andando pelo BandCamp (que se tornou minha loja de discos) quando me deparei com o som do Means End, uma banda sueca formada pelos jovens Robert Luciani, Rasmus Hemse, Leonard Eastgrove e Christian Schreil. O som deles no disco The Didact, lançado em maio desse ano, me chamou demais a atenção pela quantidade de coisas bacanas que acontecem ao mesmo tempo nas músicas.


A primeira coisa que eu vou destacar nessa review é a forma como as músicas da banda são construídas. A noção de harmonia dos caras é fora do comum, e não raramente você vai encontrar uns contrapontos de derrubar o periquito da janela. Cada faixa carrega a personalidade forte do grupo. A timbragem escolhida para as guitarras e para o baixo também ajudam pra caramba no desenvolvimento da identidade do disco.

As linhas vocais são bem variadas. O número de técnicas diferentes usadas pelo vocalista Robert Luciani em The Didact é gigante, e vai além do padrão desse tipo de som (que geralmente fica só no combo voz limpa + gutural), além de demonstrar uma extensão vocal invejável. Destaco aqui os drives vocais e a interpretação, que estão excelentes. Além disso, há várias pequenas narrações em um formato teatral, que ambientam muito bem o trabalho.

Além da agressividade e do peso presentes em todas as músicas, a gente também encontra muito experimentalismo, que combina passagens, estilos e timbres com bastante bom gosto, tornando The Didact em uma experiência sonora muito rica e vasta. São necessárias várias audições pra que a gente consiga sacar a maioria das ideias presentes no álbum. Sua cabeça vai explodir!

Os destaques, na minha opinião, são Omega Barrier, Crimson Interloper, Lied Von Leid, Nox Aurumque e To Love.

Com músicos de primeira linha, toneladas de criatividade e um material gráfico impecável, o Means End tem tudo pra se tornar um dos gigantes da atualidade.

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