Review: The End of Everything, do Plini

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Finalmente a trilogia de EPs do Plini ficou pronta! The End of Everything chegou com novidades fantásticas, e fecha muito bem o trabalho iniciado com Other Things e Sweet Nothings (aliás, você pode ler a resenha que fizemos desse EP clicando aqui). The End tem participações de grandes caras, e parece um time escalado pra Copa do Mundo. Marco Minnemann na bateria, Simon Grove (do Helix Nebula) no baixo e Luke Martin on piano. Além deles, o EP tem a participação do guitarrista do Scale the Summit, Chris Letchford, do Gary Holgate no baixo vertical (aqueles de orquestra, muito legais) e de um dos meus guitarristas favoritos atualmente, Jakub Zytecki.

Saca só:

Assim que a gente aperta o play, vem um som muito diferente de tudo o que o Plini já fez antes, o que é até compreensível, já que o cara é uma máquina de criatividade. Essa capacidade de nunca se repetir é algo que pouquíssimos músicos têm, e em The End of Everything isso transborda por todos os lados.

Mesmo soando único, é possível identificar uma sinergia entre esse disco mais recente e os dois anteriores. Alguns elementos deles estão em The End, então se você é fã do estilo do Plini, mesmo se surpreendendo com as novas ideias, ainda vai se sentir em casa. Tudo está bem encaixado pra caramba, e penso que essa mistura do novo com as influências dos outros EPs vai agradar um bom número de pessoas, tanto os fãs antigos quanto os novos.

Também é impressionante o cuidado e o preciosismo da produção. Tudo acontece da forma que deveria durante o álbum. Ele pega aquelas características que a gente já conhecia e gostava e amplia o potencial delas. Penso que 100% das escolhas foram corretas na hora de escolher os timbres (e temos um mar de timbres diferentes), montar os solos e mixar as músicas. Se você conhece os músicos que estão participando da obra, sabe que eles têm estilos não muito parecidos entre si, e mesmo assim, eles soam como parte de uma banda que já toca junta há décadas. The End of Everything é uma experiência e tanto!

A artwork está excelente, como de costume, e acredito que foi feita pelo mesmo artista que fez as anteriores (me corrijam se eu estiver errado), o Alex Pryle. Resume bem o clima das músicas e segue a mesma linha das duas mais antigas, deixando os 3 EPs “interligados” visualmente falando. Finalizada a trilogia, recomendo demais que você ouça os 3 discos em sequência (disponíveis tanto no Youtube quanto no Spotify e no iTunes). Tenho certeza que ao terminar, vai concordar comigo que o Plini é uma das grandes promessas da música progressiva.

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