Review: The Inner Journey, do Imagery

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A review de hoje é sobre uma banda nacional que conheci essa semana. Trata-se do Imagery, grupo de Londrina, no Paraná. Por causa do ProgPizza eu estou em contato com novos sons todos os dias. Uns são legais, outros nem tanto, e outros têm uma personalidade que impressiona, com elementos únicos. São esses que eu dou prioridade na hora de publicar no site, e aqui está uma banda que com certeza merece sua atenção.

Não é segredo pra ninguém o quanto eu gosto das bandas nacionais. É difícil de explicar, mas as boas bandas brasileiras têm uma musicalidade que você só encontra aqui no Brasil. O Imagery, com seu debut album, The Inner Journey (2012), está incluso nessa afirmação. O grupo é formado por Joceir Bertoni (vocal/guitarra), Ricardo Fanucchi (baixo), Henrique Loureiro (teclado) e Bruno Pamplona (vocal/bateria). Apesar da banda ser relativamente nova, os músicos são experientes, e isso fica evidente logo nos primeiros minutos do CD.

The Inner Journey é um trabalho que mistura muitos elementos do prog metal moderno com nuances do prog clássico dos anos 70, combinando com a temática de dualismo que está presente por todo o álbum (logo na capa já dá pra sacar essa ideia). A atmosfera criada pelos caras do Imagery pra esse trabalho é bem intensa e marcante. Dentre as influências da banda, a que mais me chamou a atenção foi a pegada estilo Dream Theater antigo em músicas como Fourth Secret (que abre o disco, inclusive).

A técnica dos músicos do Imagery é invejável em várias faixas do disco. A criatividade dos caras é muito boa, e isso pode ser visto em muitos riffs interessantes que você vai encontrar ao longo de The Inner Journey. Também há uma pancada de ideias harmônicas e melódicas que eu gostei pra caramba.

Acredito que esse trabalho vai agradar demais a galera que curte um prog com pegada mais agressiva e intensa. The Inner Journey, além de ser um trampo de respeito (ainda mais se tratando da estreia do Imagery), é um álbum com personalidade forte, inclusive em Show Me, que é a “balada” do CD, com uma carga sentimental maior.

Falando sobre a arte da capa, eu gostei muito das cores usadas, e acho que o visual remete à sonoridade do disco, misturando elementos sólidos e abstratos. O resultado ficou bem diferente do “padrão” de capas que vemos por aí. Quem assina a peça é o Luciano Neves, que usou referências de art noveau pra compor a capa.

Os destaques, na minha opinião, ficam com Imagery, Perception e Last.
Se você curtiu o som da banda, pode ajudar os caras votando no Prêmio Dynamite, onde o Imagery concorre na categoria Melhor Álbum de Metal. Para votar é só clicar aqui.

Tracklist:
01. Fourth Secret
02. Imagery
03. Perception
04. Start the War
05. The Rain
06. Show Me
07. Stranger
08. Last

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