Review: The Joy of Motion, do Animals as Leaders

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Finalmente foi lançado o novo álbum do Animals as Leaders, The Joy of Motion. Este, que é o terceiro trabalho da banda, é algo que eu estava aguardando há muito tempo, desde que ouvi o CD Weightless e o novo (e absurdo) single, Tooth and Claw.

A gravadora da banda, Sumerian Records, aderiu à “tendência” (pronto, isso aqui vai virar site de moda agora) da internet para divulgar The Joy of Motion. Além da distribuição em lojas digitais e das versões físicas (incluindo uma edição limitada em vinil semi-transparente nas cores azul e vermelha, coisa fina), todo o álbum está disponível para streaming no YouTube. Eu gosto bastante dessa ideia pois, além da gente poder ouvir o disco e avaliar se vale a pena comprá-lo, damos audiência ao trabalho da banda e ajudamos a divulgá-lo a novos ouvintes (em sites como o YouTube, quanto mais cliques um conteúdo tem, mais ele tem chances de ser relacionado nas buscas), coisa que aconteceria numa escala bem mais limitada se as pessoas baixassem o disco ilegalmente e o dividissem com seus amigos. Aliás, por causa disso, você pode ouvir o disco enquanto lê essa resenha.

Saca só:

A primeira coisa a se reparar em The Joy of Motion é no quanto ele é diferente de seus dois antecessores, e lembrar ainda que esses dois álbuns já eram diferentes de praticamente tudo que circulava na época em que foram lançados. É como se os caras fossem uma fonte inesgotável de riffs e ideias que só eles conseguem criar com o nível de naturalidade que criam.

Num clima que mistura o peso do segundo álbum com o experimentalismo do primeiro, você com certeza vai encontrar pelo menos um trecho que te chame a atenção pela musicalidade única e pelos timbres espetaculares. Poucas vezes ouvi uma produção tão bem trabalhada e que reforçasse tanto a proposta da banda.

Eu recomendo que você ouça esse álbum com bons fones de ouvido para poder aproveitar 100% da experiência. Muitas das sacadas do CD estão nos detalhes, e poder distinguir elementos geniais em trechos que você já tinha ouvido antes e achado que não tinha como ficarem melhores é “recompensador” pra caramba.

Mais uma vez, a maneira única de tocar do Tosin (guitarra) misturada com a musicalidade exuberante do Javier (guitarra) e o talento espetacular do Matt (bateria) mostram que o Animals as Leaders não é só uma banda com músicas diferentes, mas com músicos excepcionais. Eu julgava impossível sair algo ruim desse trio, e, depois de ouvir The Joy of Motion por várias vezes, acredito que estarei certo nisso por muito tempo.

Minhas favoritas são Ka$cadeAir Chrysalis, Physical Education, Tooth and Claw e Para Mexer.

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