Review: The Mountain, do Haken

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The Mountain, do Haken, é um disco muito especial pra mim. Ele me traz muitas boas memórias, justamente por ser um trabalho carregado de feeling e com letras que se encaixam em diversas situações das nossas vidas. Ouvir esse CD sempre é uma viagem e tanto pra mim.

Aliás, até a data de publicação deste post, The Mountain era o único álbum do Haken que eu ainda não havia resenhado. Agora já resenhei a discografia inteira da banda. Ó que 🔝

Entender o acontece em The Mountain não é uma tarefa rápida de concluir. O trabalho oferece muitos momentos diferentes, indo de trechos extremamente simples a arranjos com tantas camadas que são necessárias várias audições pra perceber cada uma. Esse é um disco com uma produção primorosa e, na minha opinião, um tesouro e tanto para os fãs de prog.

O Haken representa uma nova leva de bandas que prova que sempre é possível fazer música boa, independente do que o “mercado” esteja oferecendo. E olha que aqui encontramos não apenas boas músicas, mas ótimos músicos. Um dos destaques é o vocalista Ross Jennings, que mostra uma versatilidade absurda e consegue criar atmosferas inteiras apenas com a voz. Se você gosta de arranjos vocais numa pegada meio Gentle Giant ou até mesmo um pouco Queen, vai encontrar um prato cheio em The Mountain.

Falando em influências de prog clássico, também há passagens com instrumentos e ritmos um tanto incomuns, e deixo aqui a missão para você descobrir cada um deles. Tenho certeza que você vai se surpreender e se divertir bastante!

Talvez essa quantidade de coisas tão diferentes e únicas seja o que torna esse disco tão especial. O Haken acertou em cheio em todas as músicas. Em As Death Embraces, por exemplo, o instrumental é contido, mas as linhas vocais conseguem te carregar pra longe. Você sente literalmente na pele o clima da música. É um nível artístico difícil de se atingir e raro de se encontrar. Ter a capacidade de, num mesmo trabalho, te colocar pra bater cabeça como se não houvesse amanhã e, logo em seguida, te colocar num estado de espírito extremamente contemplativo é um mérito enorme do Haken, tanto nas composições quanto nas performances de cada um dos músicos.

Esse também é o último trabalho do incrível baixista Tom MacLean com a banda, e ele se despediu com classe, deixando linhas fantásticas, como as que podemos ouvir em Cockroach King e Falling Back to Earth (minha favorita de The Mountain), por exemplo. Se você gosta desse lado mais técnico da música, também vai ter muito material pra brincar aqui.

The Mountain é um álbum cheio de nuances. Uma verdadeira montanha russa que é embrulhada em letras que facilmente podem fazer parte das nossas vidas. Como falei no começo do texto, esse disco faz parte da trilha sonora da minha vida, e muito bom ter músicas feitas com tanto cuidado tocando nas nossas memórias.

Meus destaques ficam com Falling Back to Earth, As Death Embraces, Pareidolia e Somebody. Sei que estou sendo injusto fazendo essa listinha, pois não tem como pular nenhuma música nesse álbum, mas pra manter a tradição, taí.

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