Review: The Winery Dogs, em SP

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Semana passada rolou o show do The Winery Dogs em São Paulo. Depois de ouvir os singles do power trio (e bota power nisso), confesso que fiquei bastante ansioso pela apresentação. Ver Billy Sheehan, Richie Kotzen e Mike Portnoy dividindo o palco não é algo comum. Eu podia ficar em casa assistindo Globo Repórter, mas a ideia de ver esses 3 monstros da música me parecia um tanto quanto mais interessante.

Vou dividir essa review em duas partes, beleza? Primeiro vou falar sobre a performance da banda e depois sobre o show em si. Chama o texto aí pra gente, Silvio Luiz!



Pra começar, devo dizer o óbvio: quando as cortinas se abrem e você vê os caras, não tem como não ficar empolgado. A banda é uma explosão de energia e de presença de palco. Eles não dão pirueta, não fazem acrobacias e nem comédia stand up no meio do show, mas a forma como cada um toca e o jeito como envolvem o público com isso é impressionante. Não são as músicas mais técnicas que cada um dos três já tocaram (e acredito que a proposta desse projeto é justamente fugir disso), mas mesmo assim a apresentação é praticamente um workshop.

A casa estava bem cheia, mas mesmo assim foi muito tranquilo assistir o The Winery Dogs. Claro que sempre tem algum asnásio que resolve filmar o show com aquele celular cretino bem na sua frente (e não importa se você tiver 2 metros de altura, como é o meu caso. O “paparazzi” vai sempre te atrapalhar), mas pediram pra que depois da terceira música ninguém fizesse imagens, e grande parte respeitou isso.

Simpatia foi outra constante da banda. A impressão que Sheehan, Portnoy e Kotzen passaram foi a de que estavam felizes não só por estarem ali, tocando pro público de SP, mas com o projeto em si. Além disso, o entrosamento do grupo estava invejável. Tudo muito bem ensaiado, sem traves.

Uma das minhas partes favoritas, além das músicas mais agitadas, foi o trecho acústico com Stand, onde o Richie Kotzen fez um “mini-acústico”. Essa é uma música muito forte do Poison, e cantar o refrão junto com todo mundo foi muito legal mesmo.

Partindo pra segunda parte (aquela onde eu falo sobre o espetáculo em si), devo dizer que nem tudo foi perfeito, e por dois detalhes intrínsecos (ó eu falando difícil pra parecer expert) de qualquer show: som e iluminação. A banda estava estupenda, a organização do evento foi competente, mas, pelo menos do lugar que eu estava (uns 4 metros do palco), não se ouvia nada com 100% de definição, além das vozes estarem um pouco baixas (tanto que o áudio nesse vídeo aqui do post está curiosamente melhor do que o que estava rolando na hora). Na iluminação, tava tudo indo bem, mas ver a banda parar o show por alguns instantes pra explicar pro manolo que ele deveria abaixar a luz (e nem tem a desculpa do idioma diferente, pois o Mike fez uma daquelas mímicas bem simples, igual você faria no Imagem & Ação pra dizer pra pessoa que a resposta da charada é “abaixe a luz”) quebrou um pouco o feeling da coisa.

No fim das contas, esses foram detalhes que não estragaram a minha diversão. Fui lá com o objetivo de ver 3 ídolos ao vivo e foi isso que aconteceu. Quando o espetáculo acabou, o clima era de fãs satisfeitos com o que tinham acabado de ver e ouvir. Valeu a pena aguardar tanto tempo por esse show.

Pra finalizar, quero agradecer a FreePass por me oferecer o ingresso que foi sorteado aqui no site e, claro, a você que dedicou uns minutos pra saber quais foram minhas impressões desse que foi um dos grandes shows do ano, que merecia até aquelas camisetas de “Eu estive lá”.

Setlist:
Elevate
We Are One
Criminal
One More Time
Time Machine
Damaged
Six Feet Deeper
Solo de bateria
The Other Side
Solo de baixo
You Saved Me
Not Hopeless
Stand (cover do Poison)
You Can’t Save Me (Richie Kotzen)
Shine (cover do Mr. Big)
I’m No Angel
The Dying
Regret
Fooled Around And Fell In Love (cover do Elvin Bishop)
Desire

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